12.4.07

Maleditos (ou talvez o que será instituído como a série Titicas)

Essa o SemCiência deve fazer alguma menção: que Papa batuta este que declara não ser a Teoria da Evolução digna de comprovação pela impossibilidade de simulá-la em laboratório. O cara se supera. Assim como toda Igreja do Vaticano. Podiam aproveitar o roteiro turístico que estão prestes a realizar em terra brasiliquins e dar uma esticadinha até Galápagos. E que por alguma razão provavelmente divina, o pontífice ficasse imobilizado lá até morrer. O governo equatoriano sem dúvida faria uma concessãozinha, permitindo que tal sumidade seja uma exceção ao recente decreto que pretende suspender o fluxo de turistas e perseguir ilhéus em situação de estadia irregular.
Deveria também o benedito visitar Sorocaba e o estádio do São Bento. Aliás, o troféu titica da vez vai ao Parmeira. Timinho chulé que só não chulezão pois existe outro que se declara time no aumentativo.
E, não ia falar de música, mas a trilha deste post é do Nuclear Assault:
Hang the Pope
(as madonnas e skanks around the world deveriam agradecer a existência de canção tão em prol à causa delas).
Ainda, para que fique registrado: essa possível série de posts que poderão ser compilados como Maledicentia tem como patrono o bastante citado Monsieur Adrien Vierkant, que entre muitas, cunhou também algo como
"Football and music are the most superestimated things ever".
Ia citar outro dos seus aforismos sobre a empresa de telecomunicações espanhola Telefornica mas talvez seja óbvia redundância incluí-la neste rol de maldizências. E afinal, existe sim corporação mais darkside neste planeta e sua sede é em Roma. Peraí, a Telefornica não é apenas o braço opusdei da coisa toda? oh milord, let the force be with you.

5.4.07

Fútil Show

Véspera de Páscoa, tirei uns minutinhos pra destilar a maledicência nossa de cada dia. Mas é preciso. É um meter o pau merecido. Ontem, quase madrugada de hoje, num breve zap a telinha pára naquele canal "assinado" que se diz multivariado da Globe Corporation. Tá lá a tal ex-vj-emetevê Didi num programinha, ao que tudo indica, em que ela é o grande atrativo. Ela, com todos os atributos que o estereótipo de um perfil como o dela carrega, por alguma razão, insistia que o ritmo da salsa era "Latin Music" e que música brasileira e, por extensão, Brasil, não é América Latina. Alguém precisa avisar a moça que se não for pra aperfeiçoar-se na língua inglesa, que ela dê uma melhoradinha em geografia ou entenda melhor de cultura musical. Será que seu Didicas não tem um editor, um revisor que possa evitar algumas das bobagens que ela comete? Que exemplo ela pode dar pras garotinhas que nela vêem um modelo de apresentadora? E assim vai, esse mundinho da televisão fascinando jovens a seguir essa promissora carreira no showbizz, essa coisa de jornalismo-publicidade-comunicações que engambela muita gente.
Logo a seguir entra uma vinheta de apresentação pela Skank, de dois clipes ditos, hmmmm, clássicos (momento pruma pequena torçãozinha de nariz). Esses caras desta banda nunca me convenceram. Batizam a banda de uma coisa que, num de seus possíveis significados, seus fãs mal devem suspeitar o que seja e, se sabem, dificilmente incorporaram. Além do que é uma bandinha muito careta e mainstream demais pra cabeça. Se é pra fazer algo mais padrão, vão pra Amsterdam pra curtir Skank pra valer!
Mas o pior foi quando a tal música "clássica" que começa (contorções gerais na espreguiçadeira) é uma tal, com o incrível título "Music" da, pior exemplo possível pras garotas, Madonna. Não dá pra continuar. Foi turn off the lights. Direção: minha cama, minha madonna é outra.
now a confused schoolgirl stares at the T.V. tray,
the stresses of maturing compound every day,
she glances up to see her favorite video,
and gets ideas from Madonna's nasty clothes,
in need of affection, she craves a direction,
her heroes offer her
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